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ONU afirma: temos apenas 12 anos para reverter o aquecimento global

ONU faz alerta sobre Aquecimento Global

ONU afirma: temos apenas 12 anos para reverter o aquecimento global

Documento produzido pela ONU alerta para os riscos das mudanças climáticas. Furacões, secas, enchentes, extinções em massa e aumento no nível do mar global são algumas delas. Objetivo é limitar o aquecimento a 1,5°C.

documento Global Warming of 1.5 °C representa um dos mais fortes diagnósticos sobre os riscos do aquecimento global para o planeta. O relatório produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU) enfatiza que precisamos limitar a elevação da temperatura da Terra em, no máximo, 1,5°C em relação ao período pré-industrial. E que o prazo para isso está acabando.

A conclusão do documento é de que as emissões de dióxido de carbono terão que cair em 45% até 2030 e zerar até 2050. Isso exigirá “mudanças de longo alcance e sem precedentes” no comportamento humano.

Limitar o aquecimento global a 1,5°C e impedir que ele chegue a 2°C terá um impacto profundo na Terra. Se o planeta aquecer 2°C ou mais, a elevação global do nível do mar em 2100 será 10 cm maior do que a 1,5°C. A preservação dos recifes de corais também depende disso. Se com o globo 1,5°C mais quente, entre 70% a 90% deles irão desaparecer, a 2°C, eles serão praticamente extintos.

“Uma das principais mensagens enfatizadas fortemente neste relatório é que já estamos vendo as consequências do aquecimento global de 1°C. Entre elas, eventos climáticos mais extremos, elevação do nível dos oceanos e degelo no Ártico”, disse Panmao Zhai, presidente de um dos grupos de trabalho do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC).

Em seu perfil no Twitter, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar otimista em relação às ações para reverter o cenário. “Mas isso exigirá uma ação climática coletiva e sem precedentes em todas as áreas. Não há tempo a perder”, afirmou na rede social.

Veja também: Renováveis representarão 70% da energia na Europa em 2040

Acordo de Paris e as consequências de um planeta mais quente

Além das evidências apresentadas no documento, o alto escalão da ONU também alerta para o perigo do aquecimento global. As consequências já podem ser notadas desde já.

“A mudança climática está tendo – e terá – efeitos devastadores em uma ampla gama de direitos humanos. Isso inclui direitos à vida, saúde, alimentação, moradia, água e um ambiente saudável”, disse David Boyd, relator especial da ONU para direitos humanos. “O mundo já está testemunhando os impactos da mudança climática: de furacões na América, ondas de calor na Europa, secas na África e enchentes na Ásia”, completou.

“Pequenos Estados insulares, a região do Mediterrâneo e também a África subsaariana já estão sofrendo e sofrerão mais no futuro”, corroborou Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), em Genebra. “Haverá 420 milhões de pessoas sofrendo menos por causa da mudança climática se pudermos limitar o aquecimento a 1,5°C”.

A ONU reitera que o cumprimento das metas do Acordo de Paris é fundamental para garantir o futuro do planeta. Adotado em dezembro de 2015 por 195 nações, o Acordo de Paris tem como foco o clima. Seu objetivo é fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática. Em Genebra, Petteri Taalas reconheceu que “até agora o progresso não tem sido bom o suficiente”. Ele também pediu “extrema urgência” nas ações de seus signatários.

Em 2017, os Estados Unidos anunciaram a saída do país do acordo. A saída será concretizada em 2020. Até agora, essa é a única nação a abandoná-lo.

Fonte: Blue Vision

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