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Empreendimentos imobiliários aderem à energia solar

Empreendimentos imobiliários aderem à energia solar

Empreendimentos imobiliários aderem à energia solar

A adesão à energia solar tem crescido de forma intensa na América Latina e está se tornando um meio eficiente para empreendimentos imobiliários reduzirem custos de consumo, além de avançarem em sustentabilidade. As vantagens de gerar a própria energia já foram percebidas por companhias de diversos segmentos de real estate.

A administradora de shoppings brasileira Multiplan, por exemplo, acaba de inaugurar um projeto que transforma o Village Mall, no Rio de Janeiro, no primeiro centro de compras da América Latina a produzir 100% da energia que gasta. 

Em nota oficial, a empresa explica que a planta geradora de energia solar ao Village Mall está localizada no norte do Estado de Minas Gerais. A economia prevista com essa mudança é de mais de 40% do total despendido pelo shopping até então, o equivalente a R$ 5,5 milhões ao ano. O novo do sistema evitará a emissão de 227.655 toneladas de gás carbônico no meio ambiente ao longo de 25 anos de operação, o correspondente ao plantio de mais de 418 mil árvores.

“O tema sustentabilidade sempre foi relevante para o shopping, tanto que possuímos uma série de ações nesse sentido, desde sensores que reduzem a velocidade das escadas rolantes quando não estão sendo utilizadas e sistema de automação de reúso da água da chuva até o projeto arquitetônico baseado em iluminação natural”, conta Gabriel Palumbo, diretor regional da Multiplan.

Com 25.440 módulos fotovoltaicos, o complexo abrange uma área de 240 mil metros quadrados e contará com a tecnologia tracking – estrutura que se move de acordo com mudanças no ângulo dos raios solares, permitindo a maior absorção possível de radiação. O projeto também conta com uma linha de transmissão de 9,5 quilômetros de extensão conectada em 13,8 quilovolts (kV) e foi desenhado para gerar 17,520 gigavolts por hora (GWh) ao ano, o que seria suficiente para abastecer cerca de 9,7 mil casas.

Incursões do segmento residencial

No mercado residencial, construtoras também investem nesse tipo de tecnologia – caso da mexicana Atlas Desarrollos.

Arturo Correon Alonzo, diretor-geral da companhia, reputa o bom resultado financeiro obtido em 2018 – crescimento de mais de 30% em relação a 2017 – em parte à instalação de painéis solares em um projeto, impulsionando a comercialização das unidades ofertadas.

O empreendimento em questão, Residencial Murano, foi lançado no segundo semestre do último ano e, segundo a construtora, é o primeiro 100% sustentável do México, incluindo sistema de energia solar em todo um complexo residencial, com 450 casas de médio padrão na cidade de Monterrey. 

Crescimento do mercado

Em dezembro de 2017, um relatório independente divulgado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) abordou o potencial da geração de energia por meio de fontes renováveis. Segundo os dados, a capacidade solar instalada na região latino-americana e caribenha aumentou significativamente no período de 2012 a 2017, chegando a 0,9% do total para a geração elétrica. 

Conforme o prognóstico do estudo, de 2016 a 2030, o consumo continental teria um aumento total acumulado de 72%. A estimativa também apontava que a América Latina atingiria um objetivo de participação de energia renovável, incluindo a solar, de 80% do total até 2030, um crescimento de quase quatro vezes da fatia inicial.

Veja também: Investimentos em geração distribuída solar fotovoltaica ultrapassam R$ 4,8 bi no País

No Brasil, um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério da Economia, aponta que, entre 2016 e 2018, houve um avanço intenso no número de estabelecimentos residenciais, comerciais e industriais que passaram a produzir e consumir essa fonte, limpa e renovável. Nos últimos dois anos, a capacidade instalada desse tipo de energia pulou de 0,1% para 1,4% de toda a matriz energética nacional, pontua o Ipea. 

No Peru, com o propósito de estimular o setor imobiliário, com especial foco em projetos sustentáveis, o Ministério da Habitação, Construção e Saneamento lançou em maio o programa Bono Mivivienda Verde, que financia de 3% a 4% do valor do imóvel que cumprir as características de sustentabilidade. A meta da administração peruana é estimular economia de até 30% em água e energia. Estima-se que, somente em Lima, tal ação ajudará a aumentar em 8% as vendas de imóveis. 

Outro país que tem tido um papel importante para o avanço da energia solar na região é o Chile, que em 2017 concentrava 55,8% da capacidade solar total instalada em toda a América Latina, pontua o estudo do BID. 

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